Campo Girante

 

Quando o estator de um motor trifásico é ligado a uma fonte de potência trifásica, geram-se correntes nos seus enrolamentos que originam o aparecimento dum campo magnético girante. Estas correntes de excitação fornecem a potência reactiva necessária para estabelecer esse campo magnético e a potência consumida nas perdas no cobre e no ferro do motor.

 

As correntes trifásicas que percorrem os enrolamentos (fases) do estator vão gerar, em cada fase, campos pulsantes, desfasados de um ângulo igual ao desfasamento entre as tensões aplicadas, cujos eixos de simetria são fixos no espaço, mas cuja resultante é um campo que gira num determinado sentido, denominado campo girante.

Consideremos o estator de um motor de indução trifásico. As três fases R, S e T, alojadas nas ranhuras do estator, são deslocadas umas das outra de tex2html_wrap_inline7679, e ligadas, (em estrela ou em triângulo), a uma fonte de alimentação trifásica.

As tensões aplicadas estão desfasadas de tex2html_wrap_inline7679, e nas três fases resultam correntes iguais, desfasadas entre si de tex2html_wrap_inline7679, as quais geram campos magnéticos pulsantes, que se combinam dando um campo resultante de valor constante; este campo gira com uma velocidade constante que depende da frequência da fonte e o número de pólos para os quais o estator foi enrolado.

A velocidade de rotação do campo é a velocidade síncrona, cuja expressão é:

equation4836

sendo:

tex2html_wrap7667- velocidade em r.p.m

tex2html_wrap7668- frequência da rede

tex2html_wrap7669- número de pares de pólos

 

O sentido de rotação do campo, que determina o sentido de rotação do motor, depende da sequência das tensões e das ligações das três fases, que na prática poderá ser invertido invertendo as ligações de duas fases quaisquer do estator.