Quando o estator de um motor trifásico é ligado a uma fonte de potência trifásica, geram-se correntes nos seus enrolamentos que originam o aparecimento dum campo magnético girante. Estas correntes de excitação fornecem a potência reactiva necessária para estabelecer esse campo magnético e a potência consumida nas perdas no cobre e no ferro do motor.
As correntes trifásicas que percorrem os enrolamentos (fases) do estator vão gerar, em cada fase, campos pulsantes, desfasados de um ângulo igual ao desfasamento entre as tensões aplicadas, cujos eixos de simetria são fixos no espaço, mas cuja resultante é um campo que gira num determinado sentido, denominado campo girante.
Consideremos o estator de um motor de
indução trifásico. As três fases R, S e T, alojadas nas
ranhuras do estator, são deslocadas umas das outra de
,
e ligadas, (em estrela ou em triângulo), a uma fonte de alimentação trifásica.
As tensões aplicadas estão desfasadas de
, e nas três fases resultam correntes iguais, desfasadas entre si de
,
as quais geram campos magnéticos pulsantes, que se combinam dando um campo
resultante de valor constante; este campo gira com uma velocidade constante que
depende da frequência da fonte e o número de pólos para os quais o estator foi
enrolado.
A velocidade de rotação do campo é a velocidade síncrona, cuja expressão é:
![]()
sendo:
-
velocidade em r.p.m
-
frequência da rede
-
número de pares de pólos
O sentido de rotação do campo, que determina o sentido de rotação do motor, depende da sequência das tensões e das ligações das três fases, que na prática poderá ser invertido invertendo as ligações de duas fases quaisquer do estator.