Energias Alternativas

 

Índice

Introdução

Electricidade

O Poder Da Água

Tipos de turbinas

Geradores

O Poder Do Mar

O Poder Do Vento

O Poder Do Sol

Bibliografia

 

 

 

 

Introdução

Fogueira

 

 

 

Há muitos, muitos anos atrás, a sociedade de então não dependia da electricidade para nada. As pessoas levantavam-se de manhã e deitavam-se com o pôr-do-sol. O único tipo de energia necessária era dado pelo fogo, e era apenas necessária para cozinhar os alimentos ou alguma iluminação. Pensemos agora na sociedade actual: O que seria das pessoas de hoje se um dia acordassem e não existisse energia eléctrica? Seria decerto um mundo bem diferente... possivelmente CAÓTICO!!!

 

 

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Electricidade

Portugal é um país muito dependente do exterior em termos de energia, importando cerca de 80% da energia que necessita, sendo o petróleo responsável por cerca de 85% dessas importações. Ora, para além dos custos que tem este combustível, em termos ambientais esta é uma fonte não renovável de energia.

O que fazer então? Bem, a electricidade é produzida numa central eléctrica. Estas centrais não necessitam de utilizar combustíveis fósseis, como o petróleo, sendo possível gerarmos electricidade a partir da energia fornecida pelo vapor de água, água, vento, sol, calor, etc.

 

Alguns tipos alternativos de centrais:

Ø        Hidroeléctrica

Ø        Maremotriz

Ø        Eólica

Ø        Solar

 

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O Poder Da Água

 

Uma das alternativas mais utilizadas e mais rentáveis para a produção de energia eléctrica é a central hidroeléctrica, que pode, caso se encontrem as condições geográficas ideais, contribuir bastante para a produção de energia.

 

 

 

 

Resumidamente, uma central hidroeléctrica utiliza um moinho de água que acciona um dínamo o qual produz corrente eléctrica. É este o princípio, muito simples, de uma estação cuja finalidade é a de converter a energia potencial acumulada da água em energia eléctrica. Normalmente acoplada a uma barragem , a central hidroeléctrica aproveita a água de um lago ou reservatório que é forçada, pois encontra-se submetida á famosa lei da gravidade, a correr através de condutas que terminam num colector que alimenta as turbinas. Estas turbinas, animadas de movimento giratório, estão ligadas a um gerador, o qual se encarrega de transformar a energia mecânica em energia eléctrica, através de um fenómeno a que chamamos indução electromagnética.

Vamos ver alguns pormenores: A electricidade provem de um gerador, movido por turbinas que são "alimentadas" pela água que por elas passa a grande velocidade, certo? Logo, um factor determinante da produtividade de uma estação hidroeléctrica é a ENERGIA POTENCIAL da água que será posteriormente transformada em ENERGIA CINÉTICA nas turbinas.

Ora, uma massa de água m, situada a uma altura h, possuí, como todos sabemos, uma energia potencial que nos é dada pela conhecida fórmula

Ep = m.g.h

 

Sendo assim, e tendo presente que a massa de água em movimento de um caudal Q (m3/s) corresponde a 1000 Kg.Q , vemos que a potência produzida é de

P = 1000Q.g.h  (W)

ou

P = Q.g.h (kW)

 

 

Se concluirmos os cálculos vendo o rendimento da transformação (+/- 0,8), devido a perdas nas condutas, turbinas, alternador, etc., virá para POTÊNCIA ELÉCTRICA MÉDIA:

P = 8.Q.h

 

 

Conclusão: Para termos uma central deste tipo a fornecer uma potência elevada precisamos de:

Ø            Caudal de água elevado

Ø            Desnível elevado

 

 

Esquema de uma central:

  1. Barragem
  2. Canal de derivação
  3. Conduta forçada
  4. Turbina
  5. Gerador
  6. Canal de fuga ou restituição

 

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Turbinas

 

As turbinas hidráulicas são classificadas em turbinas de acção (funcionam ao ar livre - Pelton) e turbinas de reacção (funcionam no seio da água turbinada - Francis e Kaplan). A escolha da turbina é crucial para o bom rendimento da central devendo ser feita de acordo com a altura da queda e a velocidade específica da turbina As turbinas necessitam de uma grande manutenção periódica pois sofrem um grande desgaste devido à acção da água, deixando em alguns anos de funcionar rentável, tendo se ser totalmente desmontadas e substituídas de três em três anos.

 

 

Turbinas PELTON

 

Nas turbinas deste tipo, a distribuição é feita por um a quatro tubos injectores, denominados tubeiras. As pás do rotor têm a forma de concha dupla. Normalmente utilizadas para altas quedas (250 a 2500 m) e pequenos caudais, têm um baixo número de rotações, tendo, no entanto, um rendimento até 93%.

 

 

 

 

Turbinas FRANCIS

 

A câmara de entrada ou VOLUTA é o recinto que orienta a água na direcção da turbina. Pelo seu lado, o distribuidor permite a regulação da potência da turbina através da inclinação das pás. Podendo ser utilizadas em desníveis de queda variáveis, estas turbinas apresentam, face às Pelton, um rendimento máximo mais elevado, velocidades maiores e menores dimensões.

 

 

Turbinas KAPLAN

 

Normalmente utilizadas com quedas baixas, estas turbinas, também chamadas turbinas a hélice, têm uma roda móvel composta de poucas pás, relativamente estreitas e com a forma de hélices de barco, com inclinação regulável de modo a permitir o melhor rendimento. Se estiver montada num eixo horizontal pode ser chamada grupo bolbo. O alternador está acoplado directamente à turbina encontrando-se submerso.

 

 

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Geradores

Embora as turbinas sejam belos frutos da tecnologia moderna, de nada serviriam sem o elemento que transforma a energia cinética das turbinas em energia eléctrica. Esse elemento, decididamente indispensável para este efeito é o GERADOR.

Como é composto um gerador?

Pois bem, um gerador é composto por duas partes:

 

Indutor

 

Elemento rotativo também chamado de rotor e que está ligado á turbina a qual lhe vai transmitir o movimento;

 

Induzido

 

Elemento fixo que pode ser chamado de estátor. É constituído por um, ou mais, enrolamentos em volta de um núcleo ferromagnético fixo. Conforme a máquina for monofásica, bifásica ou trifásica, assim será o número de enrolamentos e a posição respectiva ocupada no induzido da máquina.

 

Ao fornecermos energia mecânica ao veio do alternador, o campo magnético indutor vai começar a girar. O fluxo correspondente vai atravessar diferentemente, no tempo, as bobines do estátor, provocando a aparecimento de forças electromotrizes induzidas alternadas sinusoidais ou, mais simplesmente, corrente eléctrica.

 

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O Poder do Mar

 

O uso das marés como fonte de energia remonta já à antiguidade. No conjunto da Terra, o fluxo das marés, duas vezes por dia, representa uma energia colossal. No entanto, é apenas possível aproveitar uma ínfima parte desta energia, por questões geográficas. Os locais propícios a este tipo de exploração são muito raros, pois necessitam de costas muito recortadas que ofereçam grandes amplitudes de maré.

 Estas centrais são equipadas com grupos de turbinas bolbo, totalmente imersos na água. A água é turbinada durante os dois sentidos da maré, sendo de grande vantagem a posição variável das pás para este efeito.

 

 

 

Só em França, foram registadas cerca de 200 patentes de protótipos para centrais mareomotrizes, contudo este tipo de central não se compara ainda às suas irmãs, sendo a mais potente, a central maremotriz do Rance, capaz de produzir apenas 240 000 kW, ou seja, 200 vezes menos do que a mais potente central hidroeléctrica. Esta central, cuja possibilidade vinha a ser estudada desde 1897, nasceu em 1966. A sua existência e rentabilidade é possível dado a amplitude de maré que ali se verifica, que é de 13 metros! Como curiosidade, o recorde de amplitude de maré é de 17 metros e verifica-se na costa do E.U.A

 

A segunda maior central maremotriz do mundo encontra-se cerca de 60 km a norte de Murmansk, na ex-U.R.S.S., com uma potência de apenas 400 kW, pois a amplitude da maré é de apenas 2,5 m.

 

Em Portugal, a viabilidade de uma estação deste tipo é reduzida e não se justifica visto a pequena amplitude de maré na nossa costa pois, embora tenhamos a mesma que se encontra na central da ex-U.R.S.S., existem condições geográficas no nosso país não aproveitadas onde poderia haver uma maior rentabilidade, por exemplo, ao nível das centrais hidroeléctricas. Houve em tempos, moinhos de marés no Seixal, ao longo do rio em Lisboa e também no Guadiana, mas que hoje podem ser apenas peças de museu.

 

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O Poder Do Vento

O vento: Ligeira brisa ou terrível tempestade, está sempre presente em toda a superfície da Terra. Sem ele nunca os Descobrimentos teriam existido, graças a ele muito se construiu. Desde muito cedo o Homem construiu moinhos de vento para moer os cereais ou tirar água dos poços. Agora, moinhos deste tipo são raros, mas existem alguns construídos sobre uma armação metálica e ligados a um gerador, produzindo corrente eléctrica quando há vento : são os aeromotores.

Aeromotor

 

 

 

Desde 1929 muitos foram construídos mas a maioria acabou destruído por um temporal, após alguns anos de serviço. Os maiores aeromotores encontram-se nos Estados Unidos, que em 1941 possuíam já um moinho cuja hélice pesava 7 toneladas e media 53 m de diâmetro, o qual também não resistiu muito tempo. A NASA retomou a construção de aeromotores gigantes. Os dois maiores medem 61 e 91 metros de diâmetro e funcionam desde 1978 em Boone (Ohio) e Barstow (Califórnia), produzindo 2000 a 2500 kW de electricidade. É 100 vezes menos que a central maremotriz do Rance mas a sua construção é mais simples e menos dispendiosa. Nos E.U.A. é frequente encontrarem-se quintas com pequenos geradores eólicos, onde famílias mais consciencializadas reduzem bastante os seus gastos de electricidade.

 

Aeromotor em detalhe

 

 

 

 

Este tipo de energia é-nos também impossível de utilizar senão uma ínfima parte. Tal como acontece nas outras centrais, há bastantes requisitos para se poder instalar uma central eólica que seja rentável. Assim, quando é descoberta uma zona propícia imediatamente surge um parque eólico. Estas zonas têm de apresentar vento de força e direcção constantes, e que exista todo o ano. Estas condições são normalmente encontradas no litoral. Existem agora aeromotores, muitos ainda a título experimental, que funcionam num eixo horizontal, cuja construção elimina já alguns dos problemas existentes nos geradores convencionais: O seu formato permite a utilização de ventos de qualquer direcção, sendo o aproveitamento da energia bastante mais elevado. Alguns cientistas calcularam que toda a energia resultante dos ventos na Terra, se aproveitada na totalidade, seria 200 vezes superior à consumida por todos os povos do planeta reunidos!

Como tudo, estas centrais têm também as suas desvantagens: São barulhentas, o seu preço é ainda elevado, necessitam de um grande espaço, e, em termos ecológicos, são a causa de morte de muitas aves.

 

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O Poder do Sol

 

O Sol é a fonte primária de vida. Será ele também a fonte primária de energia? Ora pensem lá: É o sol que provoca o aquecimento de algumas zonas do globo enquanto outras arrefecem e cria assim os ventos. É através da atracção do Sol e da Lua que se criam as marés. É o sol que evapora as águas, que posteriormente sob a forma de chuvas alimentarão os cursos de água das centrais hidroeléctricas. Então, porque não aproveitamos a energia solar que nos chega á Terra (a qual é ínfima, comparada com a que se perde no espaço) libertada pelo Sol, o deus Sol, como os Incas o consideravam.

Há várias maneiras de aproveitar a energia solar. A mais comum é a utilização de colectores solares para o aquecimento de água, estufas ou fornos solares. No entanto, há um processo de obter directamente energia eléctrica do sol, utilizando células fotovoltaícas, também chamadas foto-pilhas. As primeiras foram instaladas em 1958, em satélites artificiais, mas hoje em dia estão mais aperfeiçoadas e são utilizadas na Terra para fornecer electricidade em regiões isoladas ou de difícil acesso. O motivo para o seu uso não ser ainda muito difundido é o seu elevado custo quando comparado com a electricidade convencional, mas é já frequente o seu uso para alimentar bóias de navegação, faróis ou outras estruturas offshore.

Desde o fim do séc. XIX que se estudava a possibilidade de se transformar a energia solar em electricidade. Os primeiros trabalhos realizados geraram, no entanto, muitas dúvidas quanto à viabilidade deste projecto. Experiências no Reino Unido não deram também muitos resultados. A eficiência das ligas utilizadas era de apenas 1%. Em 1954 tudo se alterou. Nos Bell Telephone Laboratories foi descoberto que pastilhas muito finas de silício "dopadas" com certas impurezas são cerca de 10 vezes mais eficientes do que as substâncias utilizadas até então. Desde então tem-se verificado uma evolução constante estando previstos valores de 15% para as células de silício e tendo já sido obtidos valores acima dos 20% para o gálio em condições laboratoriais.

Uma das maiores vantagens das células solares modernas é a de não terem partes móveis que se desgastem, uma vida quase indefinida, requererem pouca manutenção e não serem poluentes. O silício, o material mais comum no fabrico de células solares é, felizmente, um material muito comum. A National Science Foundation, no E.U.A. prevê para o ano 2000 uma capacidade de produção de 20 000 MW.

Como são constituídas as células solares?

A adição doping de pequenas quantidades de impurezas a um semicondutor muito puro pode alterar as suas propriedades eléctricas, produzindo 2 tipos básicos: tipo p , que contém cargas positivas móveis , e tipo n, com cargas negativas móveis. Quando colocados juntos e expostos ao sol, os electrões passam pela junção p-n em direcções opostas, dando origem a corrente eléctrica.

A substância utilizada para a dopagem é o fósforo, arsénio ou antimónio. A parte da frente da célula é protegida por um vidro fino. A complexidade da sua produção torna-as caras, como já foi referido, sendo o seu preço em 1976 de 20 libras por watt de pico.

Há um grupo principal de células solares que rivalizam com as células de silício. São estas as células de sulfureto de cádmio e existem já processos para a produção barata de painéis solares deste tipo. Este tipo de células tem a desvantagem de possuir um tempo de vida mais curto (pouco mais de 20 anos) e um rendimento de apenas 7%, pensando-se que seja possível atingir os 15%.

O elevado preço das células fotoeléctricas deverá baixar bastante com os desenvolvimentos das técnicas de produção, estimando-se que o preço no ano 2000 possa ser de 0,1 libras por watt de pico.

 

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Bibliografia

Documento tirado da Internet

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"O grande livro de perguntas e respostas de Charlie Brown" ,vol. 5 , Bertrand Editora, Venda Nova, 1988

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"Como funciona?", 5ª Ed., Bertrand Editora, Venda Nova, 1985

Fitzgerald, A.E. e Outros,"Máquinas eléctricas", Editora McGraw-Hill do Brazil, 1975

Matias, José Vagos Carreira, "Eletrotecnia - Problemas e Itens - 2" , Didática Editora, Lisboa, 1987

Matias, José Vagos Carreira, "Produção, transporte e distribuição de energia eléctrica", Didática Editora, 1986

"Pracana - Obras de Recuperação e Remodelação"

"Aproveitamentos hidroeléctricos de Alto Lindoso e Touvedo"

Moretto, Vasco Pedro, "Física em Módulos de ensino - Elecricidade - 2º Grau", São Paulo

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"Salto de Jose Maria de Oriol", Hidroeléctrica Espanhola, S-A.

Kohler, Pierre, "As grandes fontes de energia", Bertrand Editora, Venda Nova, 1988

McVeigh, J.C., "Energia Solar", Edições Cetop, Mem-Martins

Cabirol, Thierry, "Construção artesanal de colectores solares" , Edições Cetop, Mem-Martins

Peyturaux, Roger, "A energia solar", Editorial Notícias, Lisboa

"Revista Energia Solar e Biogás", Soc.Port.Energia Solar,Maio 1986

 

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